Penso que quando se tem um jardim, isso também significa que se deve cuidar do jardim, porque se não se cuidar do jardim, é muito triste. O jardim fica com um aspeto muito feio e acho que ninguém quer que o seu jardim fique feio. Foi por isso que disse a mim próprio que, se tivesse um jardim, começaria a cuidar dele e que o faria com muita frequência. Sou de facto um tipo muito jardineiro. Sou também um tipo de aldeia, por isso pensei que, se não pudesse ter um jardim, talvez encontrasse um emprego a tempo parcial onde pudesse cuidar do jardim de alguém e tratar dos legumes, da fruta e também das flores.

Fiquei muito contente quando ouvi algumas pessoas dizerem-me que estavam muito ocupadas e que não tinham tempo para isso. As pessoas diziam que estavam muito ocupadas e que tinham muitas flores ou um jardim em casa e que queriam alguém para cuidar de tudo isso. Então pensei que não faria mal nenhum se me ocupasse disso, porque gosto e posso ganhar algum dinheiro com isso. Acho que não há nada melhor. Não há outro prémio que não seja ter um emprego e um trabalho de que gostamos e que nos realiza. Claro que tenho algum trabalho fora disso. Gosto de cuidar do jardim, dos frutos e das flores e isso dá-me muito prazer.

Encontro sempre paz ao fazê-lo e, acreditem, nunca há descanso e paz suficientes para uma pessoa. No banco trabalham de forma diferente e há realmente muita gente no banco. E às vezes estou tão cansada que nem sei o que fazer. Por isso, fico contente por, por vezes, também poder tratar do jardim, como cortar a relva ou adubar a relva ou apanhar fruta e legumes e coisas desse género. Regar as flores ou, por vezes, colher uma flor e pô-la num vaso em casa. E se as pessoas também cuidam da casa? Isso já não sei. Só me chamaram para tratar do jardim, não disseram nada sobre a casa. Mas se me perguntassem se eu queria tratar da casa, claro que também tentaria.